Jovens participam de palestra de prevenção ao suicídio
Evento fez alusão ao Setembro Amarelo e foi realizado na tarde de ontem (25), na sede do CRAS
Saber é uma das melhores formar de prevenir. Com o objetivo de conscientizar sobre a importância de se debater sobre o suicídio e dar suporte às pessoas que precisam, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), por meio da Secretaria de Ação Social e Defesa Civil, promoveu a palestra “Suicídio: saber para prevenir”. O evento ocorreu na tarde de ontem (25), na sede do CRAS, e foi ministrado pela psicóloga do Centro, Tatiane Andreza Katzer.
Além de representantes do CRAS, participaram da palestra alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual Frederico Guilherme Giese; representantes da Educação de Piên; o presidente da Câmara Municipal de Piên, Eduardo Pires Ferreira; a coordenadora da Associação Despertando Estrelas, representantes da Vigilância Sanitária e secretária de Ação Social, Patrícia Ferreira Dreveck.

A palestra fez parte das ações do Setembro Amarelo, uma campanha mundial de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, com o objetivo de alertar a população a respeito desta realidade. Durante a palestra, a psicóloga comentou sobre diversos assuntos relacionados ao suicídio, como mitos, fatores de risco, fatores de proteção, sinais e formas de ajuda.
De acordo com dados apresentados por Tatiane, 32 pessoas se suicidam por dia no Brasil; a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo; o suicídio está entre as principais causas de morte entre indivíduos de 15 a 44 anos, além de ser a segunda causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados se houvesse uma rede adequada para atendimento dessas pessoas.
Saber para prevenir
Entre os principais fatores de risco ao suicídio estão os transtornos mentais, aspectos sociais (homens, entre 15 e 30 anos, desempregados ou aposentados, viúvos ou solteiros), aspectos psicológicos (perdas recentes, personalidade impulsiva, abuso físico ou sexual na infância, desespero, desamparo) e condição de saúde limitante (dor crônica, tumores, AIDS). Já os fatores de proteção, ou seja, que auxiliam no combate ao suicídio são: autoestima elevada, suporte familiar, laços sociais, religiosidade, razão para viver, ausência de doença mental, estar empregado, ter crianças em casa, gravidez planejada e acesso a serviços de saúde mental.
A psicóloga afirma que, quando se percebe os sinais de que alguém está tendo pensamentos suicidas é preciso ajudar imediatamente, ouvindo a pessoa, informando alguém próximo e sugerindo a procura por um profissional de saúde mental. “Alguns sinais podem ser verbais como 'não vejo mais graça na vida', 'quero acabar com tudo' ou 'não vou fazer falta', mas também podem ser comportamentais, como mudanças bruscas de humor, tristeza, insônia, ansiedade, uso de substâncias tóxicas e, há um grupo de pessoas que pode ter avançado na ideação suicida e decidiu sobre a própria morte, estes fazem despedidas, organizam a vida financeira, desapegam de objetos com valor afetivo e deixam de fazer planos”, destacou Tatiane.

Coordenadora pedagógica do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo do CRAS, Kassuza Maria Peckos; psicóloga Tatiane Katzer e secretária de Ação Social, Patrícia Ferreira Dreveck

Psicóloga Tatiane e coordenadora Kassuza, ao lado dos representantes da Vigilância Sanitária