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Piên tem um caso suspeito da varíola dos macacos

Piên tem um caso suspeito da varíola dos macacos

Outros dois casos já foram investigados e descartados após os exames laboratoriais

A Vigilância em Saúde do município divulgou a existência de um caso suspeito para a varíola dos Macacos, Monkeypox. Este é o terceiro caso em investigação no município, porém, os dois anteriores já foram descartados após a realização dos exames laboratoriais. 

A varíola dos macacos, apelidada de Monkeypox, é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. A transmissão ocorre entre humanos e pode ser feita através do contato com o animal ou com um humano infectado. Além disso, a transmissão ocorre com o material corporal humano que contém o vírus. 

Com a disseminação entre pessoas, a contaminação ocorre principalmente através do contato pessoal ou secreções respiratórias, lesões da pele de infectados ou objetos que foram recentemente contaminados. Conforme a orientação do Ministério da Saúde, a transmissão ocorre por gotículas que requerem contato pessoal prolongado. 

Os sintomas da doença podem ser leves ou ausentes, podendo ser confundidos com infecções sexualmente transmissíveis. A erupção cutânea, ou seja, as alterações na cor, como vermelhidão, ou na textura da pele, pode começar em áreas genitais e perianais. A erupção nem sempre se dissemina para outras partes do corpo humano.  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta a abstenção da atividade sexual durante toda a evolução da doença por conta da proximidade da relação íntima. A pessoa infectada só deixa de transmitir o vírus quando as crostas desaparecem da pele. A população pode se prevenir com o uso de máscara e a higienização das mãos. 

Os antivirais usados no tratamento de Monkeypox no mundo não estão disponíveis no Brasil. O tratamento das lesões deve ser sintomático e conservador e tem por objetivo aliviar o desconforto e prevenir complicações. 

Nos casos de suspeita da doença, o paciente deve ser afastado do trabalho por 14 dias, enquanto se aguarda o resultado do exame de investigação. Com o resultado do exame negativo e não apresentação de lesões, o paciente pode ser liberado do isolamento com a avaliação médica. Se o resultado for positivo, deve ser mantido o isolamento até o desaparecimento completo das crostas e reepitelização da pele. 

A secretaria de Saúde do município vem monitorando o avanço da doença e solicita que as pessoas que apresentem algum sintoma procurem a Unidade Central de Saúde. “É um momento que temos que ter cautela para não causar pânico, mas é importante lembrar que a doença vem se alastrando em todo o país e precisamos nos manter prevenidos para evitar que se espalhe também na nossa cidade”, disse a secretária de Saúde Mayara Grosskopf.